O conflito entre Israel e Gaza continua em meio a um frágil cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos. O acordo previa a entrada de 600 caminhões de ajuda humanitária por dia e a devolução de cadáveres e reféns. Contudo, Israel anunciou que limitará o envio a 300 caminhões, sem permitir a entrada de gás ou combustível.
A decisão foi comunicada pela autoridade israelense responsável por assuntos civis nos territórios ocupados, o Cogat. O órgão justificou a medida afirmando que o grupo Hamas não cumpriu com o acordo de devolver os corpos dos reféns israelenses. O fechamento do ponto de passagem de Rafah, que conecta Gaza ao Egito, permanece até que todos os cadáveres sejam devolvidos, segundo informações de agências de notícias.
Críticas à Ajuda Humanitária
Organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha e a UNICEF, criticaram a quantidade de ajuda que está chegando a Gaza. O porta-voz da Cruz Vermelha, Christian Cardon, destacou que a entrada de suprimentos ainda é insuficiente e que cerca de 600 caminhões diários são necessários para atender às necessidades urgentes da população. Ricardo Peres, da UNICEF, reforçou que a ajuda prometida pela comunidade internacional não se concretizou no terreno.
Apesar das dificuldades, a ONU informou que, desde o início do cessar-fogo, um número maior de caminhões começou a entrar em Gaza. As agências humanitárias estão priorizando a distribuição de água potável, alimentos e itens médicos. No entanto, o fluxo atual ainda está muito abaixo do necessário, com apenas 30 caminhões chegando no primeiro dia da trégua e 173 no domingo.
Situação em Gaza
O acordo de cessar-fogo, assinado na semana passada, previa a devolução de reféns e cadáveres em um prazo de 72 horas. Entretanto, a situação em Gaza permanece crítica, com a população enfrentando escassez de recursos básicos. Philippe Lazzarini, da UNRWA, pediu urgentemente a entrada de ajuda humanitária em larga escala para aliviar a crise.
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