O governo dos Estados Unidos autorizou a CIA a realizar ações encobertas na Venezuela, intensificando a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro. A decisão foi divulgada pelo *The New York Times* e ocorre em meio a uma campanha militar contra lanchas ligadas ao narcotráfico no Caribe.
As operações planejadas podem incluir ações letais e coordenação com forças militares. A autorização surge após o aumento da recompensa pela captura de Maduro para 50 milhões de dólares e a inclusão do grupo Tren de Aragua na lista de organizações terroristas. Desde setembro, os EUA têm atacado embarcações suspeitas, resultando em ao menos 27 mortes.
Ações no Caribe e na Venezuela
Os ataques realizados pelas forças armadas dos EUA têm sido direcionados a lanchas acusadas de traficarem drogas. Desde o início das operações, pelo menos cinco embarcações foram afundadas. O governo americano justifica essas ações como necessárias para a proteção da segurança nacional, apesar de críticas de organizações de direitos humanos que consideram os ataques ilegais.
A flotilha dos EUA no Caribe conta com oito navios de guerra e um submarino nuclear, além de mais de 2.000 militares a bordo. Essa presença militar é parte de um plano mais amplo que pode incluir ataques em solo venezuelano, conforme discutido com o presidente Donald Trump.
Implicações da Autorização
A nova autorização para a CIA permite que a agência conduza operações, seja de forma independente ou em colaboração com o exército. A possibilidade de ações dentro da Venezuela ainda não foi confirmada, mas a medida sinaliza uma escalada significativa nas tensões entre os EUA e o governo de Maduro.
Enquanto isso, os ataques no Caribe continuam, com o governo dos EUA afirmando que a luta contra o narcotráfico é uma prioridade. A situação permanece volátil, com implicações sérias para a segurança na região e para a relação entre os dois países.
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