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UE busca atrair vizinhos do sul do Mediterrâneo com novo pacto regional

Comissão Europeia apresenta o Pacto pelo Mediterrâneo para o sul, com foco em investimento, emprego, energia, migração e cooperação juvenil; lançamento em Barcelona e ações em 2026

Silvia Ayuso
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A União Europeia (UE) anunciou um novo Pacto pelo Mediterrâneo, visando reforçar sua influência na região sul do Mediterrâneo. A comissária Dubravka Suica destacou que o objetivo é criar alianças com países vizinhos, focando em áreas como investimento, emprego, energia, migração e formação juvenil. O lançamento do pacto está previsto para Barcelona, com ações iniciais a partir de 2026.

Este movimento surge em um contexto em que a UE busca recuperar espaço geopolítico, especialmente frente a potências como China e Rússia. Suica enfatizou que a Europa não quer ser apenas um “pagador” no processo de reconstrução da Palestina, mas sim um “jogador” ativo, com a intenção de moderar a situação na região após a recente guerra em Gaza. A comissária afirmou que a financiação europeia, que compromete 1,6 bilhões de euros até 2027, é crucial para a estabilidade da Autoridade Palestina.

Objetivos do Pacto

O Pacto pelo Mediterrâneo pretende estabelecer um marco de cooperação abrangente, abordando questões sociais, econômicas e de segurança. O foco principal será a juventude, com iniciativas voltadas à educação e à possibilidade de expansão do programa Erasmus. Além disso, a UE planeja dobrar o orçamento destinado à região MENA, totalizando 42 bilhões de euros nos próximos anos.

Suica também mencionou a criação de uma nova secretaria geral para a região, com o intuito de demonstrar um compromisso real com a cooperação. A expectativa é que os primeiros planos de ação sejam lançados já no início de 2026, com o pacto servindo como um complemento à União pelo Mediterrâneo (UpM), que já existe há 30 anos.

O novo pacto é parte de uma estratégia mais ampla da UE para se reposicionar no cenário internacional, especialmente em um momento em que a atenção estava voltada para o leste europeu devido à invasão russa da Ucrânia. A comissária finalizou ressaltando a necessidade de um enfoque renovado na região sul do Mediterrâneo, buscando alianças genuínas e efetivas.

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