Líderes europeus estão próximos de um acordo para emprestar €140 bilhões à Ucrânia, utilizando ativos russos congelados. A proposta, discutida entre membros da União Europeia e do G7, pode ser finalizada até o fim do ano, conforme afirmou o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski.
A iniciativa visa apoiar o esforço de defesa da Ucrânia, que enfrenta um déficit orçamentário significativo devido à guerra. Os ativos congelados estão principalmente em mãos belgas, na agência Euroclear, que abriga cerca de €183 bilhões. A Bélgica busca garantias de que não ficará sozinha com os custos se o plano não for bem-sucedido.
Durante uma reunião recente em Washington, os ministros das Finanças do G7 discutiram a proposta da Comissão Europeia. Apesar da incerteza sobre a participação dos Estados Unidos, a ideia de usar os ativos congelados como garantia para um empréstimo de baixo custo à Ucrânia está ganhando apoio. O plano sugere que, após o conflito, a Rússia poderia usar esses fundos para cobrir reparações.
Desafios Legais e Políticos
Questões legais sobre a legitimação do uso dos ativos ainda estão em debate. A proposta da Comissão Europeia inclui uma mudança no mecanismo de votação das sanções, permitindo que sejam decididas por maioria, em vez de unanimidade, o que poderia contornar eventuais vetos de países como a Hungria.
A resistência de países como França e Alemanha, que temiam a instabilidade da zona do euro, parece estar diminuindo. O chanceler alemão, Friedrich Merz, recentemente se manifestou a favor de um empréstimo para reparações, destacando a necessidade de uma nova estratégia para pressionar a Rússia.
A urgência do financiamento é crescente, com a Ucrânia prevendo uma necessidade de $50 bilhões em apoio externo para 2026. A falta de progresso nas negociações de paz intensifica a pressão sobre os aliados europeus para garantir recursos adicionais.
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