A reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia, Donald Trump e Volodímir Zelenski, ocorreu na Casa Branca e durou quase duas horas e meia. Durante o encontro, Trump pressionou Zelenski a aceitar as condições propostas pelo presidente russo, Vladimir Putin, para um cessar-fogo na guerra em curso. A conversa foi marcada por tensões, com Trump insistindo que a aceitação das condições era a única forma de evitar a “destruição” da Ucrânia.
Trump sugeriu que Zelenski considerasse a entrega do Donbás, região estratégica que Putin deseja controlar. O presidente ucraniano, no entanto, não aceitou essa proposta e buscou apoio para a aquisição de mísseis Tomahawk, que poderiam alterar o equilíbrio da guerra. Trump, por sua vez, afirmou que um acordo seria possível e mencionou uma futura reunião em Hungria.
Propostas de Putin
A conversa entre Trump e Putin, realizada horas antes da reunião com Zelenski, foi descrita como “longa e produtiva”. Durante essa ligação, Putin apresentou duas condições: a não entrega dos mísseis Tomahawk a Zelenski e a entrega do controle total da região de Donetsk. Esta última é um dos principais objetivos da Rússia desde o início do conflito em fevereiro de 2022.
Além disso, Putin indicou a possibilidade de ceder partes de Zaporiyia e Jersón em troca do controle sobre Donetsk. Essa proposta sugere que a possibilidade de um acordo de paz pode não ser tão próxima quanto Trump afirmou. Ao final da reunião, Zelenski conseguiu convencer Trump a apoiar a manutenção das linhas atuais do front, embora não tenha obtido os mísseis desejados.
Cenário Atual
O encontro entre os líderes reflete a complexidade da situação na Ucrânia, onde a resistência ucraniana continua a ser um obstáculo para as ambições russas. O futuro da guerra permanece incerto, com pressões externas e internas moldando as decisões de ambos os presidentes.
Entre na conversa da comunidade