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Marrocos aumenta gasto social em resposta aos protestos da geração Z

Governo marroquino aumenta gasto social para 2026 em até 140.000 milhões de dirhams (≈13 mil milhões de euros), cria 27 mil empregos públicos

Marrocos aumenta gasto social em resposta aos protestos da geração Z
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O Governo de Marrocos anunciou um aumento de até 16% no gasto social para 2026, equivalente a cerca de 13 bilhões de euros, em resposta às recentes manifestações da geração Z que exigem melhorias na saúde e na educação. A decisão foi tomada durante um Conselho de Ministros presidido pelo rei Mohamed VI, onde também foi discutida a criação de 27.000 empregos públicos e a expansão da educação pré-escolar.

As mobilizações, que começaram em setembro, refletem a insatisfação com a atual situação social e econômica do país. O aumento no orçamento destina 10% do PIB marroquino para hospitais e escolas, atendendo a demandas centrais do movimento juvenil. Após um discurso do rei, que pediu urgência nas reformas sociais, as manifestações diminuíram, mas ainda ocorrem em algumas cidades, como Rabat e Casablanca.

Medidas e Reformas

O pacote de reformas também inclui a construção de novos hospitais e a modernização de 90 centros de saúde. O governo busca combater a corrupção nas campanhas eleitorais, excluindo candidatos condenados por corrupção e incentivando a participação política de jovens com menos de 35 anos. A ministra de Economia, Nadia Fetah, prevê um crescimento de 4,8% para este ano, um aumento em relação aos 3,8% de 2024.

Além disso, o governo pretende abordar as desigualdades regionais, que foram destacadas pelo rei em seu discurso. A morte de várias mulheres durante partos em um hospital de Agadir foi um dos gatilhos para os protestos, evidenciando a necessidade urgente de melhorias no sistema de saúde.

Contexto das Mobilizações

Desde o início das manifestações, mais de 600 pessoas foram detidas, incluindo menores, segundo a Associação Marroquina de Direitos Humanos. O Tribunal de Apelações de Agadir impôs penas de até 15 anos a 17 jovens envolvidos em distúrbios. A situação continua tensa, com a possibilidade de novas mobilizações à medida que a população aguarda a implementação das promessas do governo.

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