O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, se reuniu em Londres com o líder da oposição britânica, Keir Starmer, e outros líderes da coalizão de apoio à Ucrânia para intensificar a pressão sobre a Rússia. O encontro ocorreu em um momento crítico, com o inverno se aproximando e a necessidade de ajuda militar e financeira se tornando cada vez mais urgente.
Durante a reunião, foi discutido um plano de ação que inclui a imposição de sanções econômicas contra as grandes petrolíferas russas, Rosneft e Lukoil, como forma de restringir a capacidade de financiamento do esforço bélico russo. Starmer destacou que o objetivo é retirar o petróleo e o gás russos dos mercados globais e usar os ativos russos congelados para financiar a defesa da Ucrânia.
Apoio Internacional
Zelenski enfatizou que a falta de ação por parte da Rússia está levando seu país a um “desastre humanitário”. Ele pediu aos líderes presentes que priorizem o fortalecimento da defesa aérea da Ucrânia e o fornecimento de energia. O presidente francês, Emmanuel Macron, também participou do encontro, ressaltando a importância das sanções como um ponto de virada na guerra.
A coalizão, que inclui países como Reino Unido, França e Dinamarca, busca aumentar a capacidade militar da Ucrânia, especialmente em termos de defesa antiaérea e armamentos de longo alcance. Starmer pediu um consenso entre os líderes europeus para liberar os ativos congelados da Rússia, permitindo que bilhões sejam direcionados à defesa ucraniana.
Desdobramentos Futuros
O encontro em Londres não apenas reafirmou o compromisso dos aliados com a Ucrânia, mas também delineou um plano para discutir a utilização dos ativos russos congelados em uma reunião futura da Comissão Europeia. A expectativa é que um novo plano de financiamento seja debatido em dezembro, embora a resistência de alguns países tenha dificultado a aprovação imediata de medidas mais incisivas.
A pressão sobre o Kremlin continua a crescer, mas a situação permanece tensa, com Zelenski e os líderes aliados determinados a manter a luta contra a agressão russa.
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