A China suspendeu restrições adicionais à exportação de terras raras e encerrou investigações sobre subsidiárias americanas na cadeia de chips, conforme anunciado pela Casa Branca. A decisão, divulgada em 1º de novembro de 2025, é parte de um acordo mais amplo entre os dois países, que se intensificaram em uma guerra comercial desde 2018.
O acordo prevê a emissão de licenças gerais para exportações de materiais estratégicos, como gálio, germânio, antimônio e grafite. Essas licenças permitirão o envio desses insumos a usuários finais nos Estados Unidos e seus fornecedores globais. As restrições impostas por Pequim em 2022 foram revogadas, e as adicionais, previstas para 2026, foram adiadas.
Em contrapartida, os EUA prorrogarão a suspensão de tarifas de retaliação sobre produtos chineses. Uma tarifa de 100% que deveria entrar em vigor em novembro foi congelada, e as exclusões tarifárias, previstas na Seção 301, foram estendidas até novembro de 2026. Este movimento é visto como um gesto de distensão nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Contexto das Terras Raras
Terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos cruciais para a produção de tecnologia avançada, como smartphones e veículos elétricos. Embora não sejam raros geologicamente, seu processo de extração e refino é complexo e dominado pela China, que controla cerca de 70% da capacidade global de refino. O gálio e o germânio são essenciais para chips semicondutores, enquanto o grafite é vital para baterias de lítio.
Com essa flexibilização nas exportações, a China sinaliza uma disposição para aliviar a pressão econômica, ao mesmo tempo em que busca manter influência nas cadeias produtivas globais. O acordo pode impactar significativamente o mercado de tecnologia e a relação entre os países nos próximos anos.
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