Na última semana, avistamentos de drones sobre bases militares e aeroportos na Bélgica geraram preocupações e cancelamentos de voos. O primeiro-ministro Bart de Wever convocou um conselho de segurança nacional para discutir a situação, que é considerada uma ameaça séria. Serviços de segurança acreditam que um ator estatal, possivelmente a Rússia, está por trás dos incidentes.
Os drones foram avistados principalmente em locais estratégicos, como as bases de Kleine-Brogel, onde a Bélgica armazena armas nucleares, e em aeroportos como o de Bruxelas. Na terça-feira, a presença de drones causou um caos significativo, resultando em várias suspensões de voos. O aeroporto de Bruxelas, por exemplo, cancelou cerca de 50 voos devido à ameaça.
Ações do Governo
O ministro da Defesa, Theo Francken, destacou a necessidade de ação rápida, enfatizando que os drones não são operados por amadores. Ele descreveu a operação como coordenada e realizada por profissionais, alertando que a situação visa semear o pânico e desestabilizar o país. A proposta de registrar todos os drones no país também foi levantada pelo ministro do Interior, Bernard Quintin.
Além disso, a investigação dos incidentes foi centralizada pela Fiscalia Federal, sugerindo indícios de espionagem. Os serviços de inteligência belgas estão cada vez mais convencidos de que as ações têm como objetivo influenciar a Bélgica em um momento crítico, especialmente em relação aos ativos russos congelados.
Contexto Político
A Bélgica enfrenta uma crise interna em meio a pressões da União Europeia e discussões sobre o orçamento nacional. O governo de coalizão liderado por De Wever está em busca de um acordo para apresentar um orçamento plurianual, enquanto a instabilidade política se intensifica. O primeiro-ministro pode se encontrar com o rei Felipe da Bélgica para discutir a situação, caso não haja progresso nas negociações.
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