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Celso Amorim defende a América do Sul em discurso

Celso Amorim afirma que o Brasil deve defender a América do Sul pela fronteira com a Venezuela, em Belém, durante a preparação para a COP 30

Influência: Celso Amorim conversa com Lula durante reunião com os EUA. O assessor é o principal influência do petista em decisões diplomáticas. (Foto: André Borges/EFE)
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O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, defendeu uma maior participação do Brasil na defesa da América do Sul. A declaração foi feita em Belém, durante os preparativos para a COP 30, e destacou a importância da proximidade geográfica com a Venezuela. Amorim argumentou que “nós vivemos aqui”, referindo-se à necessidade de uma postura mais ativa do Brasil diante da tensão crescente entre os Estados Unidos e a Venezuela.

Amorim comentou sobre as operações militares norte-americanas em águas próximas à Venezuela, enfatizando que a situação pode impactar diretamente o território brasileiro. “Estamos discutindo uma coisa na nossa fronteira, praticamente”, ressaltou o assessor, sinalizando a urgência de um envolvimento regional.

Mediação e Diplomacia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que ocorrerá na Colômbia. A tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos deverá ser o foco principal das discussões. Lula já propôs a formação de uma mesa de mediação entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o presidente americano Donald Trump.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também se manifestou a favor da mediação brasileira, embora tenha destacado sua solidariedade à Venezuela. Amorim, considerado uma figura influente nas decisões diplomáticas do governo, pode ter um papel crucial na articulação de propostas durante a cúpula. A expectativa é que o Brasil assuma uma posição de liderança nas discussões sobre a crise regional.

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