O porta-aviões Fujian, o mais avançado da China, foi oficialmente incorporado à Marinha após três anos de testes. A cerimônia de entrega de bandeira ocorreu em Sanya, na província de Hainan, com a presença do presidente Xi Jinping, que lidera a Comissão Militar Central. Este evento marca um avanço significativo na modernização das forças armadas chinesas, um dos principais objetivos de Xi durante seu governo.
O Fujian é o primeiro porta-aviões de design totalmente chinês, diferentemente de suas contrapartes, Liaoning e Shandong, que utilizam tecnologia soviética. Equipado com catapultas eletromagnéticas, o Fujian pode lançar aeronaves com maior frequência e eficiência. Esse sistema, até então exclusivo do porta-aviões americano USS Gerald R. Ford, representa um salto tecnológico para a China.
Analistas apontam que o novo porta-aviões não apenas reforça a capacidade de ataque da China, mas também simboliza sua intenção de projetar poder militar na região, especialmente em um contexto de tensões com os Estados Unidos. O Fujian poderá atuar em operações mais ambiciosas, incluindo a possibilidade de uma ofensiva contra Taiwan, uma ilha que a China considera parte de seu território.
Futuro da Marinha Chinesa
O Pentágono já indicou que o Fujian aumentará a capacidade de ataque do Exército Popular de Libertação, permitindo o uso de aeronaves especializadas. Desde a entrada em serviço do Liaoning em 2012, a Marinha chinesa tem operado seus porta-aviões com cautela, mas a expectativa é que o Fujian mude essa abordagem, possibilitando operações mais distantes.
Especialistas estimam que a China pode operar até seis porta-aviões até 2035, embora esse objetivo ainda não tenha sido confirmado oficialmente. Imagens de satélite sugerem que um quarto porta-aviões pode já estar em construção, sinalizando a continuidade da expansão naval chinesa em um cenário global cada vez mais competitivo.
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