O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Colômbia neste domingo para participar da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia. O encontro visa discutir temas de interesse regional, mas Lula aproveitou a oportunidade para criticar a presença militar dos Estados Unidos na América Latina, sem mencionar diretamente o ex-presidente Donald Trump ou o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
A viagem de Lula, um bate-e-volta de menos de quatro horas na Colômbia, ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta as consequências de um tornado devastador no Paraná, que deixou seis mortos e cerca de mil desabrigados. Apesar da gravidade da situação, o presidente não visitou as vítimas, optando por enviar a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em seu lugar.
Críticas à Intervenção Militar
Durante sua fala na cúpula, Lula enfatizou que a América Latina deve ser uma região de paz, condenando ações militares que possam ameaçar a soberania dos países. Ele afirmou que “democracias não combatem o crime violando o direito internacional” e que a solução para a criminalidade não é uma “mágica”, mas sim um esforço conjunto para combater o crime organizado.
Além disso, Lula reconheceu que a cúpula estava “esvaziada”, com a ausência de vários líderes importantes, como a presidenta da União Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do México, Claudia Sheinbaum. O presidente brasileiro destacou a necessidade de discutir a presença militar dos EUA na região, que inclui um porta-aviões, em um contexto de crescente tensão.
Retorno ao Brasil
Após seu breve discurso, Lula deve retornar a Belém para participar dos eventos que antecedem a COP 30, que acontece de 10 a 21 de novembro. O foco da conferência será a discussão sobre mudanças climáticas e suas implicações para a região. A ausência de Lula em visitas às áreas afetadas pelo tornado levanta questionamentos sobre as prioridades do governo em momentos de crise nacional.
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