O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da cooperação internacional no combate à criminalidade durante sua fala na abertura da 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE), realizada em Santa Marta, Colômbia, no último domingo, 9 de novembro. Lula enfatizou que não há soluções mágicas para a segurança e que é fundamental estrangular o financiamento do crime organizado.
Durante seu discurso, Lula afirmou que a segurança é um dever do Estado e um direito humano. Ele alertou que a democracia é ameaçada quando o crime corrompe instituições, destrói famílias e desestrutura negócios. O presidente também mencionou a necessidade de ações coordenadas e intercâmbio de informações entre países para enfrentar o desafio transnacional do crime. Para isso, ele anunciou a renovação do Comando Tripartite da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Críticas à Intervenção Militar
O discurso de Lula ocorre em meio à repercussão da operação policial no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 121 pessoas, e incluiu críticas à intervenção militar na região. Ele também abordou a guerra entre Rússia e Ucrânia, apontando que a incerteza gerada por conflitos bélicos compromete recursos essenciais para o desenvolvimento. Segundo Lula, a ameaça do uso da força militar voltou a ser uma realidade na América Latina e no Caribe.
O presidente defendeu que a cooperação entre a América Latina e a Europa deve ser baseada em uma agenda de paz, comércio e investimentos, visando um futuro inclusivo e sustentável. Ele concluiu que é necessário enviar um sinal ao mundo de que ambas as regiões estão comprometidas com essa agenda. A cúpula, que contou com a presença de líderes europeus, como Kaja Kallas, vice-presidente da Comissão Europeia, busca fortalecer os laços entre os blocos em um contexto de crescente tensão global.
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