A implementação do acordo de paz entre Tailândia e Camboja foi suspensa após uma explosão de mina terrestre que feriu dois soldados tailandeses na fronteira. O incidente ocorreu em uma área já marcada por tensões, que resultaram em confrontos em julho, deixando dezenas de mortos.
O general Ukris Boontanondha, comandante supremo das forças armadas da Tailândia, anunciou que a suspensão do acordo se deve à necessidade de garantir clareza sobre a segurança na região. “Tudo deve parar até haver clareza”, afirmou o primeiro-ministro tailandês, Anutin Chanvirakul. A Tailândia acusa o Camboja de ter instalado novas minas, enquanto Phnom Penh nega as alegações, acirrando ainda mais as tensões entre os países.
O acordo de paz, mediado pelos Estados Unidos em outubro, previa a retirada de armas pesadas e a libertação de prisioneiros de guerra cambodianos. Após o incidente, a ministério das Relações Exteriores do Camboja expressou sua preocupação com a suspensão do acordo, que é vital para a estabilidade na região.
As minas que causaram o ferimento dos soldados são do tipo PMN-2. A explosão aconteceu durante uma patrulha na província de Sisaket, e a análise da Tailândia sugere que as minas foram recentemente plantadas. O aumento das hostilidades entre os dois países é um desdobramento de uma série de conflitos que já resultaram em 48 mortes e o deslocamento de cerca de 300 mil pessoas em julho.
A situação continua crítica, com ambos os lados se acusando mutuamente pela escalada do conflito, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos.
Entre na conversa da comunidade