Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra embarcações suspeitas de contrabando de drogas no Caribe e na costa pacífica da América Latina, resultando na morte de pelo menos 75 pessoas. A ação, que já contabiliza 19 ataques, levanta questões sobre sua legalidade internacional. O secretário de Estado, Marco Rubio, enfrenta críticas durante uma reunião do G7, onde ministros, incluindo o francês Jean-Noël Barrot, expressaram preocupações sobre a possibilidade de os ataques contribuírem para a instabilidade regional.
Barrot destacou que as operações poderiam ser consideradas ilegais, uma crítica incomum à administração de Donald Trump. As discussões no G7, que também abordaram a situação na Ucrânia e o conflito em Sudan, revelaram um descontentamento crescente entre os aliados sobre a abordagem militar dos EUA. O governo americano argumenta que as ações são parte de um esforço para combater o narcotráfico, associando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a cartéis de drogas.
Acusações de Crime de Guerra
Analistas e especialistas em direito internacional questionam a legitimidade dos ataques. A professora de direito da Yale, Oona A Hathaway, afirmou que as ações podem constituir um crime de guerra, uma vez que os atacantes podem não saber a identidade das pessoas atingidas. O vice-presidente JD Vance defendeu os ataques, desconsiderando as alegações de ilegalidade.
A situação se complica com a presença do USS Gerald R Ford, o maior porta-aviões do mundo, em águas sob controle do Comando Naval Sul dos EUA, que abrange a América Latina e o Caribe. Enquanto os EUA afirmam agir contra o narcotráfico, Maduro denunciou a administração de Trump por supostamente buscar uma mudança de regime sob o pretexto de combater o crime.
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