O Tribunal Superior de Kuala Lumpur determinou que o governo da Malásia deve indenizar a família do pastor Raymond Koh, desaparecido desde fevereiro de 2017. A decisão, divulgada em 15 de novembro de 2025, estabelece uma compensação de 10 mil ringgits por dia, totalizando mais de 31 milhões de ringgits (aproximadamente 8 milhões de dólares) até o momento. Além disso, foram concedidos 253 mil ringgits para cobrir atrasos no processo.
A Justiça reconheceu que agentes policiais estiveram envolvidos no sequestro de Koh, que ocorreu em uma rua de Petaling Jaya. O caso ganhou notoriedade devido à falta de transparência nas investigações. A esposa do pastor, Susanna Koh, moveu ações civis contra o governo e autoridades, buscando respostas sobre o paradeiro do marido. A força-tarefa criada para investigar o caso entregou um relatório classificado, que não foi acessível à família.
Grupos de direitos humanos, como a missão Portas Abertas, consideram a decisão do tribunal um marco. A organização destacou que a situação de Koh é emblemática da opressão enfrentada por minorias religiosas na Malásia, que ocupa a primeira posição na lista de países em observação. A juíza Su Tiang Joo anunciou a sentença, encerrando um processo que se arrastou por anos, marcado por adiamentos e falta de evidências concretas.
A luta da família Koh por justiça continua, enquanto o governo enfrenta pressão crescente para esclarecer o desaparecimento e melhorar a proteção aos direitos humanos no país.
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