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Social-democratas perdem prefeitura de Copenhague pela primeira vez em cem anos

Partido Socialdemocrata dinamarquês (SPD) perde a prefeitura de Copenhague pela primeira vez em mais de um século, e a cidade passa para a Esquerda Verde após amplo acordo que exclui o SPD

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O Partido Socialdemocrata (SPD) da Dinamarca, liderado pela primeira-ministra Mette Frederiksen, enfrentou um revés significativo nas eleições municipais de Copenhague, ocorridas na terça-feira, 19 de novembro de 2025. Apesar de ser a força mais votada no país, com 23,2% dos votos, o SPD perdeu a prefeitura da capital pela primeira vez em mais de um século. O novo governo municipal será liderado pela Izquierda Verde, que formou uma coalizão excluindo os social-democratas.

O resultado foi considerado uma “humilhação total” e um “retrocesso” para o SPD, que viu sua porcentagem de votos cair quase cinco pontos em relação a 2021. Em Copenhague, a candidatura do SPD, sob a liderança de Pernille Rosenkrantz-Theil, obteve apenas 12,7% dos votos, enquanto a Aliança Vermelha-Verde conquistou 22,1% e a Izquierda Verde 17,9%. Essa mudança acentua uma crise interna no partido, com analistas apontando para a necessidade de uma reavaliação estratégica.

Análise do Contexto Político

A derrota do SPD em Copenhague reflete uma mudança nas preferências eleitorais, especialmente nas áreas urbanas, onde os eleitores estão insatisfeitos com o aumento do custo de vida e o estado dos serviços sociais. A política de imigração e integração adotada por Frederiksen também foi citada como um fator que prejudicou o partido na capital. Em contraste, nas áreas rurais, partidos de direita, como o Partido Popular Dinamarquês, ganharam força, explorando o descontentamento com novas regulamentações ambientais.

Após os resultados, Frederiksen minimizou a ideia de que a formação de um governo com partidos liberais e centristas, em vez de seus aliados tradicionais do centro-esquerda, tenha sido um erro. No entanto, analistas sugerem que a situação atual pode exigir uma mudança na abordagem política do SPD, especialmente com as eleições legislativas se aproximando. Bent Winther, do diário Berlingske, afirma que “a ideia de um governo de centro está morta”, indicando uma possível reconfiguração nas alianças políticas dinamarquesas.

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