O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou neste domingo (25) que um eventual reinício do conflito armado com Israel e Estados Unidos não alteraria as diretrizes do governo do Irã. A afirmação ocorre em meio ao impasse nas conversas entre Teerã e Washington.
Estados Unidos e Israel têm intensificado as ameaças de lançar novos ataques contra a República Islâmica. O presidente americano, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (23) que Washington “poderia fazer outra pequena ‘Fúria Épica’”, em referência à ofensiva israelense-americana contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro.
Durante um evento em Teerã, Araghchi minimizou a possibilidade de um novo conflito. “Recentemente, tem-se falado de uma nova guerra, mas eu já estou pensando no período após a guerra. Aconteça guerra ou não, nossas políticas continuam sendo as mesmas”, disse.
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“Já fizeram isso duas vezes e viram os resultados. Se quiserem tentar novamente, sabem que não obterão um resultado diferente dos anteriores“, acrescentou.
Um cessar-fogo, assinado em 8 de abril, encerrou os combates mais intensos entre Irã e Estados Unidos, exceto por disparos esporádicos no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o abastecimento energético mundial.
Os ataques na passagem marítima, no entanto, diminuíram nas últimas semanas.
Desde o início da guerra, Teerã reivindica o controle do estreito e ataca com frequência os navios que tentam transitar pela área sem a sua autorização.
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Washington impõe, em represália, um bloqueio naval aos portos iranianos e escolta os petroleiros, que são cada vez mais numerosos, ao cruzar a passagem marítima.
Em junho, o Irã assinou com os Estados Unidos um memorando de entendimento que estabelecia um marco para uma solução permanente do conflito, mas o acordo desmoronou pouco depois, quando cada parte acusou a outra de violar o texto.
Desde então, as negociações estão praticamente paralisadas. As recentes negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã, à margem da Assembleia Geral da ONU, não registraram nenhum avanço.
“A guerra atual mudou tudo. Devemos aceitar que novas realidades se impõem. As rotas marítimas através do Estreito de Ormuz não serão as mesmas, e a gestão do estreito também não será a mesma”, afirmou o chanceler iraniano.
“Para alcançar a paz e a estabilidade, nossa região precisa avançar rumo à ausência total de forças estrangeiras“, concluiu.
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