A líder opositora e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, voltou à Venezuela, confirmou a dirigente neste domingo (25) após quase um ano de exílio.
“Estou aqui. Com vocês“, escreveu Corina Machado em uma mensagem na rede social X.
Seu aliado e ex-candidato à presidência Edmundo González Urrutia celebrou o retorno. “Venezuela! Me emociona muitíssimo anunciar que nossa líder, minha querida María Corina, está em território venezuelano. Hoje é um dia muito importante para os venezuelanos”, escreveu no X.
A volta ocorre depois de Machado fracassar em três tentativas de entrar na Venezuela, por via marítima e aérea, conforme relataram sua equipe e a imprensa em setembro. A opositora vivia fora do país desde o fim de 2025.
Desde a captura de Nicolás Maduro em Caracas, em 3 de janeiro, numa operação militar dos Estados Unidos, o país é governado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que era vice dele. Em setembro, ela fez sua primeira viagem aos EUA no cargo e se reuniu com Donald Trump em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU.
Trump se reúne com Delcy Rodríguez pela 1ª vez desde a captura de Maduro
O petróleo está no centro da aproximação com Washington. Em 28 de agosto, Trump anunciou um acordo que, segundo ele, dá aos Estados Unidos o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas venezuelanas, por meio de uma parceria com empresas privadas. Rodríguez chamou o pacto de histórico.
Na avaliação de Trump, o acordo mais que dobra as reservas americanas e deve ajudar a baratear a gasolina, tema sensível antes das eleições de meio de mandato, em novembro. Na ONU, ele disse querer US$ 100 bilhões em investimentos no setor petrolífero venezuelano, que hoje produz cerca de 1,25 milhão de barris por dia.
Críticos acusam Washington de ter deixado a oposição de lado e desistido de cobrar eleições livres em troca dos negócios no setor. No início de setembro, Rodríguez afirmou que haverá votação “quando a Venezuela estiver pronta”, e Trump disse que o país ainda não está preparado para ir às urnas.
Haverá eleições quando “Venezuela estiver pronta”, diz Delcy Rodríguez
Maduro está preso no Brooklyn, em Nova York, com a esposa, Cilia Flores. Os dois respondem por tráfico de drogas e posse ilegal de armas, o que negam, e serão julgados a partir de 1º de junho de 2027.
*Com informações da AFP e da Reuters
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