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Líder da oposição María Corina Machado retorna à Venezuela

Nobel da Paz anunciou a volta após quase um ano no exílio e três tentativas frustradas de entrar no país

Mulher de cabelos castanhos longos e roupa escura sorri cercada por pessoas que erguem celulares para fotografá-la, com luzes de flash ao fundo.
María Corina Machado cumprimenta apoiadores em Oslo, na Noruega, durante a semana do Nobel da Paz, em dezembro de 2025 (Crédito: Kevin Payravi/Wikimedia Commons)

A líder opositora e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, voltou à Venezuela, confirmou a dirigente neste domingo (25) após quase um ano de exílio.

“Estou aqui. Com vocês“, escreveu Corina Machado em uma mensagem na rede social X.

Seu aliado e ex-candidato à presidência Edmundo González Urrutia celebrou o retorno. “Venezuela! Me emociona muitíssimo anunciar que nossa líder, minha querida María Corina, está em território venezuelano. Hoje é um dia muito importante para os venezuelanos”, escreveu no X.

EUA negociam fatia do petróleo da Venezuela

A volta ocorre depois de Machado fracassar em três tentativas de entrar na Venezuela, por via marítima e aérea, conforme relataram sua equipe e a imprensa em setembro. A opositora vivia fora do país desde o fim de 2025.

Desde a captura de Nicolás Maduro em Caracas, em 3 de janeiro, numa operação militar dos Estados Unidos, o país é governado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que era vice dele. Em setembro, ela fez sua primeira viagem aos EUA no cargo e se reuniu com Donald Trump em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU.

Trump se reúne com Delcy Rodríguez pela 1ª vez desde a captura de Maduro

O petróleo está no centro da aproximação com Washington. Em 28 de agosto, Trump anunciou um acordo que, segundo ele, dá aos Estados Unidos o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas venezuelanas, por meio de uma parceria com empresas privadas. Rodríguez chamou o pacto de histórico.

Na avaliação de Trump, o acordo mais que dobra as reservas americanas e deve ajudar a baratear a gasolina, tema sensível antes das eleições de meio de mandato, em novembro. Na ONU, ele disse querer US$ 100 bilhões em investimentos no setor petrolífero venezuelano, que hoje produz cerca de 1,25 milhão de barris por dia.

Críticos acusam Washington de ter deixado a oposição de lado e desistido de cobrar eleições livres em troca dos negócios no setor. No início de setembro, Rodríguez afirmou que haverá votação “quando a Venezuela estiver pronta”, e Trump disse que o país ainda não está preparado para ir às urnas.

Haverá eleições quando “Venezuela estiver pronta”, diz Delcy Rodríguez

Maduro está preso no Brooklyn, em Nova York, com a esposa, Cilia Flores. Os dois respondem por tráfico de drogas e posse ilegal de armas, o que negam, e serão julgados a partir de 1º de junho de 2027.

*Com informações da AFP e da Reuters

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