O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) minimizou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar parte das tarifas sobre produtos brasileiros, como café e carne. A medida, anunciada na quinta-feira, 20, resultou na eliminação de 40% das sobretaxas impostas em julho, mantendo uma tarifa linear de 10% para todos os países. Segundo Eduardo, essa mudança não se deveu a esforços diplomáticos brasileiros, mas a fatores internos dos EUA, especialmente a inflação.
O parlamentar reforçou que a diplomacia brasileira “não teve qualquer mérito” na decisão. Em suas redes sociais, ele destacou que a retirada das tarifas é uma resposta à necessidade de controlar a inflação americana, que afeta setores dependentes de insumos importados. Eduardo ainda utilizou o termo “tarifa-Moraes”, atribuindo a instabilidade jurídica no Brasil às decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Expectativas e Negociações
As negociações entre Brasil e Estados Unidos estão em andamento, com expectativa de que um novo anúncio relevante ocorra nesta sexta-feira, 21. O governo brasileiro busca a retirada total das tarifas e das sanções aplicadas a autoridades brasileiras, incluindo a Lei Magnitsky, que afeta Moraes. Eduardo Bolsonaro enfatizou que a segurança jurídica e o respeito às liberdades são essenciais para o crescimento e para relações internacionais confiáveis.
A preocupação da Casa Branca com o preço dos alimentos, como café e carne, é um ponto sensível para o eleitorado americano, o que pode ter influenciado a decisão de Trump. A situação continua a ser acompanhada de perto, com impactos diretos nas relações entre os dois países.
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