O rascunho do plano de paz dos EUA para a Ucrânia exige ajustes significativos, segundo líderes europeus. Em Joanesburgo, durante a reunião do G20, autoridades destacaram que o documento deverá passar por alterações substanciais antes de avançar. O texto já havia recebido críticas por atender a parte das exigências russas.
Os líderes ressaltaram que fronteiras não devem ser alteradas pela força e que qualquer item envolvendo a UE ou a OTAN precisa de aprovação de seus países. O rascunho também acompanha a ideia de um cessar-fogo com condições que ainda precisam ser discutidas entre Kyiv e Washington.
Reações e próximos passos
Na cúpula, o primeiro-ministro britânico e líderes de França, Alemanha, Itália, Espanha e outros signatários reiteraram que o plano contém elementos relevantes para a paz, mas requer trabalho adicional. Foi enfatizado que o encontro entre Ucrânia e EUA ocorrerá em breve na Suíça para tratar do assunto.
O presidente francês questionou a eficácia da G20, sugerindo que o grupo pode perder relevância se não houver consenso sobre crises cruciais. Macron sinalizou a necessidade de reengajamento com prioridades claras, enquanto o Reino Unido planeja novas conversas com autoridades americanas na sequência.
Detalhes operacionais
O rascunho chegou a receber apoio condicional de aliados, que destacaram a importância de manter a defesa ucraniana mesmo em um cenário de cessar-fogo. O governo de Kyiv aguarda uma resposta oficial de Washington até a quinta-feira, com a expectativa de um alinhamento sobre o que pode avançar.
Em paralelo, a UE, Canadá e Japão manifestaram que a coordenação com Kyiv permanece central. Uma reunião entre Ucrânia, EUA e parceiros europeus está prevista para discutir próximos passos no contexto do processo em Geneva e de conversas com Washington.
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