O incidente ocorreu na Patagônia chilena, no parque Torres del Paine, envolvendo a morte de Victoria Bond, de 40 anos, junto com quatro turistas estrangeiros durante uma tempestade. Nove pessoas estavam desaparecidas na mesma área na segunda-feira, em meio a ventos fortes e nevasca. A gestão do local é alvo de questionamentos quanto à presença de guardas e às condições de acesso ao parque nessa noite.
Segundo relatos, não havia guardas do parque no camping Los Perros na noite do ocorrido. Dados de GPS usados pela equipe de resgate contestam a versão de que os turistas teriam se perdido; a operação empregou recursos improvisados, como itens simples de acampamento para facilitar o deslocamento de resgatistas.
O clima foi descrito como brutal, com ventos acima de 100 km/h, chuva intensa, granizo e frio extremo. A distância entre trilhas e áreas remotas dificultou as buscas de resgate, que contou com apoio parcial de equipes locais. A gestão de emergências e a comunicação oficial vêm sendo alvo de críticas por parte dos trekkers que estavam no local.
Entre os envolvidos, Victoria Bond integrava o grupo que incluía dois mexicanos e duas alemãs; os nomes de cada participante foram confirmados por autoridades locais. Bonds era assessora de comunicação para uma organização de turismo nas Ilhas Scilly, segundo informações divulgadas por parceiros e colaboradores.
A direção regional da CONAF, órgão responsável pela fiscalização e pela equipe de guarda do parque, afirmou à imprensa local que não havia rangers presentes na noite de 16 de agosto, em razão de votação obrigatória no Chile. O episódio desperta debate sobre preparo, vigilância e planos de contingência em áreas de alta demanda turística.
Entre na conversa da comunidade