Representantes de Estados Unidos, Ucrânia e Europa se reuniram neste domingo, em Genebra, para discutir emendas ao polêmico plano de paz russo-americano. O documento, elaborado sem a participação de Kiev e da União Europeia, é criticado por muitos como uma “lista de desejos” de Vladimir Putin. O plano propõe que a Ucrânia ceda território e limite seu exército, além de renunciar a suas aspirações de adesão à OTAN.
Os líderes europeus buscam agora garantir a segurança de Kiev. Fontes afirmam que o objetivo é fortalecer as garantias de defesa, evitando que a Ucrânia seja forçada a ceder território. Além disso, os europeus pretendem assegurar que o país não seja obrigado a reduzir seu arsenal militar, conforme sugerido no plano original.
Recursos para a reconstrução
A proposta em discussão inclui o uso de 180 bilhões de dólares em ativos russos congelados na União Europeia para a reconstrução da Ucrânia. Os EUA também propõem destinar 100 bilhões de dólares para esse fim, com a condição de que 50% dos lucros retornem aos Estados Unidos. A Europa, por sua vez, está disposta a adicionar outros 100 bilhões de dólares para a mesma finalidade.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o enviado especial para a Ucrânia, Steve Witkoff, estão entre os participantes da reunião. Além deles, o chefe de gabinete do presidente ucraniano, Andrii Yermak, também se faz presente. A cúpula é vista como uma oportunidade para os aliados de Kiev ajustarem o plano e garantirem mais suporte.
Prazos e críticas
O presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu um prazo para que a Ucrânia aceite o plano, mas indicou que poderia haver flexibilidade dependendo da resposta de Kiev. Críticas ao documento persistem, com senadores americanos questionando sua autoria e afirmando que a proposta é predominantemente russa. O secretário de Estado, no entanto, defende que o plano foi elaborado com contribuições de ambas as partes.
A reunião em Genebra é considerada crucial para o futuro da Ucrânia e para a segurança na Europa, à medida que os aliados buscam uma solução que evite mais agressões por parte da Rússia.
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