A Ucrânia revisou significativamente o plano de paz proposto pelos Estados Unidos, reduzindo de 28 para 19 pontos e removendo exigências máximas da Rússia. A mudança ocorre em meio a negociações intensas, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, possivelmente se encontrando com Donald Trump em Washington nesta semana.
As novas diretrizes surgem após conversas entre Zelenskyy e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, além do chefe de gabinete de Zelenskyy, Andriy Yermak, em Genebra. A proposta inicial exigia que a Ucrânia se retirasse de cidades no Donbas, limitasse seu exército e não se juntasse à OTAN. Agora, o foco está em garantir que as fronteiras atuais sejam respeitadas e que a Ucrânia tenha autonomia para decidir sobre sua adesão à União Europeia e à OTAN.
Pressão Europeia e Reações
Líderes europeus estão pressionando por um envolvimento mais ativo nas negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, também foi contatado por Zelenskyy para garantir a participação europeia no processo. A revisão do plano é vista como uma resposta à crescente vulnerabilidade da Ucrânia, exacerbada por um escândalo de corrupção que resultou na demissão de dois ministros.
Enquanto isso, a situação no campo de batalha continua tensa. Kharkiv sofreu um ataque aéreo que resultou na morte de quatro pessoas, enquanto na Rússia, defesas aéreas derrubaram drones ucranianos que se dirigiam a Moscou. Esses eventos destacam a fragilidade do contexto atual, onde a diplomacia e a guerra coexistem em um cenário de incertezas.
Entre na conversa da comunidade