Em Abu Dhabi, delegações de EUA e Rússia, com participação potencial da Ucrânia, discutem um acordo de paz para encerrar o conflito na Ucrânia. O encontro ocorre após conversas em Zurique e novas iterações do plano de 28 pontos dos EUA. O objetivo é avançar nas negociações, com a pressão de Washington e de aliados europeus.
O secretário de Defesa dos EUA, Dan Driscoll, encabeça a delegação americana e coordena com a Casa Branca. A presença de Kyrylo Budanov, chefe da inteligência ucraniana, é prevista, mas ainda não confirmada em reuniões diretas com Moscou. A identidade da delegação russa não foi oficialmente anunciada.
Os encontros se seguem a uma rodada em Zurique, onde representantes de EUA e Ucrânia revisaram a versão do plano americano. Moscou não aprovou a versão mais recente e não sinalizou concordância com várias concessões propostas. Diplomatas ressaltam que o texto permanece aberto a negociações.
Desdobramentos diplomáticos
A postura russa mantém foco em assegurar o que considera seus interesses máximos, dificultando compromissos. Putin reafirmou, indiretamente, que qualquer acordo deve refletir o espírito do encontro com Trump em Alaska, segundo fontes oficiais.
Paralelamente, líderes europeus acionam diferentes frentes para manter o diálogo. Oito dias de negociações são avaliados como decisivos por autoridades de países aliados, que pedem uma solução que preserve soberania e integridade territorial da Ucrânia.
Contexto da ofensiva
Enquanto as negociações avançam, ataques russos noturnos atingem Kyiv e cidades vizinhas. Zelenskyy informou mortes na capital e pediu rapidez nas ações diplomáticas para impedir novas ações ofensivas. Ainda não há confirmação de suspensão de hostilidades.
Em Kyiv, autoridades municipais confirmaram vítimas em ataques recentes. O atendimento às vítimas e a avaliação de danos seguem em andamento, com coordenação entre autoridades locais e equipes de resgate. A situação humanitária permanece desafiadora.
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