O presidente Nicolás Maduro convocou apoiadores para defender o país com tom firme e militar, durante comício em Caracas. O movimento ocorre à frente de pressões dos EUA, que apontam ações contra o governo venezuelano. Em solo venezuelano, Maduro reforçou o compromisso de proteger cada região.
Numa transmissão a partir de um comício, Maduro vestia farda camuflado e disse que é tarefa histórica deter agressões estrangeiras, com a proteção dos céus, montanhas e planícies do território. O discurso reiterou a defesa da soberania diante de supostas ameaças.
Do outro lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, falou a bordo de Air Force One, enquanto seguia para a Flórida. Ele não detalhou objetivos específicos da ofensiva de quatro meses contra a Venezuela, mencionando apenas que o objetivo pode, ou não, ser apontado de forma explícita.
Washington sustenta uma grande mobilização no Caribe sob a alegação de combate ao narcotráfico, envolvendo operações contra redes de tráfico que atuariam na região. O governo venezuelano acusa os EUA de buscar o desfecho político de Maduro, embora haja dúvidas sobre a existência de determinados grupos citados pela administração norte-americana.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que, mesmo com ataques aéreos já realizados contra alvos relacionados ao tráfico, a possibilidade de ações terrestres na Venezuela é considerada improvável por muitos analistas. Ainda assim, a atmosfera de tensão alimenta previsões variadas sobre desdobramentos na região.
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