Rússia e Ucrânia iniciaram nesta terça-feira (27) um cessar-fogo local para viabilizar uma operação humanitária em Oleshky, cidade ocupada pelos russos no sul da Ucrânia. Apesar da trégua, os ataques continuam em outras partes do país, incluindo a capital, Kiev.
A pausa nos combates deve permitir a chegada de ajuda humanitária e a saída de moradores da cidade, que está na linha de frente da guerra e enfrenta grave falta de alimentos e remédios.
Em publicação no Facebook, o comissário parlamentar para os direitos humanos da Ucrânia, Dmytro Lubinets, confirmou o horário em que a Rússia suspendeu os ataques. “Como chefe da equipe de negociação ucraniana, confirmo que o lado ucraniano está honrando seus compromissos”, escreveu.
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Segundo Lubinets, o acordo foi fechado em coordenação com a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e com a participação da comissária russa para os direitos humanos, Yana Lantratova.
O cessar-fogo foi anunciado pela Casa Branca na sexta-feira (23) e confirmado pelo Kremlin no mesmo dia. Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, todos os civis que quiserem deixar Oleshky poderão sair, e a retirada deve levar alguns dias. As Forças Armadas da Ucrânia disseram que vão colaborar com a missão, sem citar diretamente a trégua.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou pelo Telegram que parou os bombardeios em direção a Kherson às 4h, no horário de Moscou, como preparação para a operação em Oleshky. As duas cidades ficam em margens opostas do rio Dnipro.
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Kherson, capital da região, está sob controle das forças ucranianas. Já Oleshky, na margem leste, está nas mãos das tropas russas desde os primeiros dias da invasão, iniciada em fevereiro de 2022.
Antes da guerra, cerca de 24 mil pessoas viviam na cidade, segundo a Casa Branca. Hoje restam aproximadamente 1.700, incluindo 47 crianças, de acordo com Danielle Bell, chefe da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia.
Em junho de 2023, a destruição da barragem da hidrelétrica de Kakhovka, no rio Dnipro, deixou perto de 90% da cidade alagada, de acordo com o governo ucraniano.
Ataques atingem Kiev
Na capital ucraniana, novos ataques nesta terça atingiram a Ponte Sul e estruturas do metrô, o que obrigou a interrupção do tráfego, segundo autoridades municipais. Uma testemunha da Reuters relatou ter ouvido explosões.
Nos últimos dias, enviados da Casa Branca conversaram com os dois lados em busca de uma solução, enquanto Washington tenta intermediar um acordo de paz para encerrar a guerra, o conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
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Na sexta-feira (23), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que negociadores da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos vão se reunir em nível técnico em Abu Dhabi, na primeira quinzena de novembro, para dar sequência às negociações.
*Com informações da Reuters e da AFP
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