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EUA recebem 1 milhão de barris de petróleo do acordo com a Venezuela

Após 10 meses da captura de Nicolás Maduro, primeiro navio petroleiro será recebido por Donald Trump no Texas; senadores cobram explicações sobre receitas

Vista aérea de um navio petroleiro vermelho navegando em águas profundas de tonalidade azul-escura. A embarcação aparece no centro da imagem, com estruturas e tubulações visíveis no convés, enquanto a luz do sol reflete na superfície do mar.
Imagem de cima de um petroleiro no meio do oceano (Shaah Shahidh/Unsplash)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que vai visitar um navio-tanque no Texas com o primeiro carregamento de petróleo enviado pela Venezuela. O envio faz parte de um acordo entre os dois países. Segundo Trump, o navio traz 1 milhão de barris.

“Eles me enviaram, como presente, um carregamento de um milhão de barris de petróleo, e vou entregar isso aos Estados Unidos da América”, disse Trump a jornalistas.

Mais tarde, em publicação no Truth Social, o presidente afirmou que esta é a “primeira remessa de BILHÕES de barris que estão por vir”.

Em agosto, Trump anunciou um acordo que dá aos Estados Unidos acesso às reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo. Em setembro, a Casa Branca informou que o petróleo deveria chegar às reservas americanas em novembro.

Segundo o jornal The Washington Post, a Casa Branca firmou uma parceria com a North American Blue Energy Partners (NABEP), a segunda maior operadora de petróleo da Venezuela, atrás apenas da americana Chevron. Com o acordo, o Pentágono passou a ter participação sobre cerca de um quinto das reservas do país.

A NABEP tem o direito de explorar 17 campos de petróleo por 100 anos. Pelo acordo, o escritório de investimentos estratégicos do Pentágono fica com 35% da companhia. Além disso, o governo americano pode comprar outros 20% da produção a preço de custo.

Captura de Nicolás Maduro

O acordo faz parte da relação próxima entre Washington e o governo interino venezuelano desde a captura do então presidente Nicolás Maduro, em janeiro. Em setembro, Trump se reuniu pela primeira vez com a presidente interina, Delcy Rodríguez, durante a Assembleia Geral da ONU.

Em 3 de janeiro, forças americanas capturaram Maduro e a mulher dele, Cilia Flores, e os levaram para os Estados Unidos. O governo americano acusa o casal de tráfico de drogas e porte ilegal de armas, ligados ao suposto Cártel de los Soles.

Maduro e Flores se declaram inocentes e afirmam ser “prisioneiros de guerra”. O julgamento está marcado para 1º de julho de 2027. Em setembro, a defesa de Maduro alegou imunidade e pediu que a Justiça americana rejeitasse as acusações.

Enquanto isso, a política venezuelana ganhou um novo capítulo neste mês. No domingo (25), a líder da oposição María Corina Machado voltou à Venezuela.

Quem governa a Venezuela

Com a saída de Maduro, a então vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência de forma interina. Desde então, ela é a principal interlocutora dos Estados Unidos no país.

Segundo o jornal americano The New York Times, porém, quem tem mais influência sobre o governo venezuelano é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. De acordo com o jornal, Rubio troca mensagens com Delcy pelo WhatsApp e controla os repasses que sustentam boa parte do Estado venezuelano. Isso porque o Tesouro americano recebe as receitas da maior parte das exportações do país e, depois, repassa os recursos a Caracas.

Em setembro, senadores democratas cobraram do secretário do Tesouro, Scott Bessent, e de Rubio uma prestação de contas de mais de US$ 13 bilhões em receitas do petróleo venezuelano. O dinheiro está em contas controladas pelos EUA.

+Terremotos na Venezuela causam prejuízo de US$ 19,6 bilhões

(Com informações da Reuters)

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