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Pregador de rua é absolvido no Reino Unido após acusação de assédio religioso

Pregador de rua Shaun O’Sullivan é absolvido em Swindon de assédio com agravante religioso; júri cita falta de provas e proteção à liberdade religiosa

Shaun O'Sullivan (à direita), que havia sido denunciado por supostamente fazer comentários antimuçulmanos, e seu advogado de defesa, Michael Phillips (à esquerda) - Foto: Reprodução/The Christian Post
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O júri do Tribunal da Coroa de Swindon absolveu Shaun O’Sullivan, pregador de rua cristão de 36 anos, das acusações de assédio intencional com agravante religiosa. O caso ocorreu após uma pregação no centro da cidade em 15 de setembro de 2024. Não houve provas sonoras ou vídeos consistentes, e as testemunhas apresentaram relatos conflitantes.

A acusação afirmava que O’Sullivan dirigiu frases como Nós amamos os judeus, Odiadores de judeus e Amantes da Palestina a uma família muçulmana, que passava pelo local e usava hijab. A denúncia foi registrada como crime de ódio logo após uma ligação ao serviço de emergência, sem evidências adicionais.

Durante o julgamento, a defesa sustentou proteção por liberdades religiosas e de expressão, argumentando que o discurso era de natureza religiosa e política, protegido pela Convenção Europeia dos Direitos Humanos. O réu teve o histórico citado de conversão religiosa e de atividades de pregação pública, com controvérsias anteriores em 2023.

Contexto

O processo ocorreu em meio a tensões associadas ao conflito Israel-Hamas e a um ambiente de manifestações pró-palestinas na região. Testemunhos apresentaram contradições sobre o uso de microfone e sobre a aparência de O’Sullivan, levando o tribunal a considerar a falta de evidências sólidas.

Desdobramentos

Ao final do júri, O’Sullivan foi considerado inocente. A defesa celebrou a decisão como reconhecimento da proteção de liberdades civis, enquanto críticos destacaram a importância de provas consistentes em acusações de ódio. A diretora do Christian Legal Centre reforçou a leitura de policiamento baseado em percepções, sem provas concretas.

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