Hasakah, Síria — Na vila yazidi de Barzan, no nordeste do país, uma criança de 10 anos recita uma oração diante da comunidade. O momento mostra traços de resiliência em meio a tensões políticas e insegurança permanente.
Os yazidis vivem há séculos sob perseguições, com interpretações que associam Melek Taus ao diabo. Entre os eventos marcantes estão casos de genocídio ao longo do tempo, especialmente durante o domínio do Estado Islâmico, que resultou em milhares de mortes, escravização e conversões forçadas.
Historicamente confessionais, os yazidis passaram a contar com reconhecimento e relativa proteção sob a administração curda, que controla boa parte do nordeste sírio. A chegada do governo de Ahmed al-Sharaa, porém, trouxe incerteza sobre o futuro político e de segurança da comunidade.
Forças curdas apoiadas pelos EUA enfrentam pressão para integrar o exército nacional de al-Sharaa. Esse Exército Nacional é alvo de acusações de massacres contra minorias em outras regiões, o que alimenta o temor entre yazidis.
“Linha de frente” com o novo governo envolve alianças incertas, deslocamentos e riscos de novas perseguições. A comunidade teme que mudanças políticas redistribuam poder e aprofundem vulnerabilidades históricas.
O ambiente atual exige monitoramento internacional, já que o nordeste sírio permanece sob influência de várias forças em choque. A adaptação de Barzan e de outras comunidades yazidis dependerá de garantias de proteção e de direitos civis.
Fotografias da região registram dias de rotina, mostrando tanto a resiliência quanto a ansiedade que permeiam a vida em Barzan, diante de um cenário político em transformação.
Entre na conversa da comunidade