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Sobrevivente de incêndio em Hong Kong diz que fumaça o engoliu ao abrir a porta

Três dias de luto começam após incêndio em Wang Fuk Court, com pelo menos 128 mortos e cerca de 200 desaparecidos, segundo autoridades

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O maior incêndio da história recente de Hong Kong atingiu Wang Fuk Court, um complexo de oito torres, na semana passada. O fogo começou na quarta-feira e deixou saldo de pelo menos 128 mortos e cerca de 200 desaparecidos.

Cerca de 4.600 moradores foram afetados. Ao menos 800 foram realocados para hotéis, albergues e apartamentos temporários enquanto equipes de resgate trabalham para localizar as pessoas desaparecidas. As causas permanecem em apuração.

As investigações miram a estrutura do complexo, que estava em obras desde julho de 2024. Áreas externas com andaimes de bambu e telas verdes, associadas a placas de poliestireno, são apontadas como fatores que facilitaram a expansão das chamas.

Detidos chegam a 11 pessoas: três ligadas à Prestige Construction & Engineering, responsável pela obra, e oito vinculadas à Will Power Architects, responsável pela renovação. A polícia não informou novos passos após as detensões.

A cidade decretou três dias de luto e um minuto de silêncio pela manhã deste sábado. O chefe do governo, John Lee, presidiu o ato, marcado pelo recuo de som de sirenes e sirva de homenagem às vítimas.

Testemunhas relatam descrições preocupantes do momento do incêndio. Vítimas não identificadas somam 89 entre os desaparecidos, segundo as autoridades, que avaliam ainda a extensão das perdas.

O Ministério da Segurança destacou que falhas nas alarmes de incêndio contribuíram para a dificuldade de evacuação. A investigação dura entre três e quatro semanas, com foco em normas de segurança e licenças da obra.

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