O Terceiro Comitê da ONU aprovou uma resolução que condena a perseguição religiosa no Irã, com foco nos cristãos convertidos. Foram 79 votos a favor, 28 contrários e 63 abstenções, entre as quais o Brasil. A decisão foi divulgada no final de novembro.
A proposta foi apresentada pelo Canadá e cobra a liberação de detidos por motivos religiosos e o fim da vigilância por fé. O texto aponta aumento de prisões, assédio e discursos de ódio contra minorias religiosas no país.
Entre os países que votaram contra estão China, Coreia do Norte, Índia, Eritreia, Iraque e Cuba — alguns figuram na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Portas Abertas (LMP 2025). A ONU também aponta restrições a locais de culto.
Contexto e motivações
O documento exorta o Irã a eliminar, na lei e na prática, a discriminação baseada na fé e a suspender ações de vigilância contra cristãos e outras minorias. A ONU cita relatos de mídia iraniana que relatam preconceito e ataques a religiosos.
A relatora das Nações Unidas para direitos humanos no Irã, Mai Sato, afirma que ao menos 96 cristãos foram presos por atividades religiosas entre 24 de junho e 31 de julho deste ano. O Irã figura na nona posição da LMP 2025.
A resolução reforça cobrança internacional por cabíveis medidas de proteção e pela libertação de detidos por fé. O texto também ressalta que o padrão de violação de direitos humanos persiste no Irã. Fonte: Article 18.
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