Ala Alemanha e a Polônia selaram, em Berlim, uma agenda comum diante da escalada da violência na Ucrânia. Os temas vão de aumento de gastos militares a cooperação entre Forças Armadas e uso conjunto de pontes e ferrovias para movimentação de tropas. A mobilização de fundos russos congelados para apoiar a Ucrânia também integra o acordo de parceria.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, participaram da reunião em Berlim. O encontro mostrou um front unido frente a riscos para a segurança europeia, com discurso de firmeza em relação a Moscou e um alinhamento estratégico entre ambos os países.
Paralelamente, o tema das reparações e da memória histórica ocupou a pauta. Tusk cobrou celeridade na compensação às vítimas da ocupação nazista, apontando que o número de sobreviventes vem diminuindo. Berlim indicou disposição em explorar medidas humanitárias, sem fixar valores, e anunciou um memorial em Berlim.
Em Varsóvia, as discussões sobre reparações de responsabilidade histórica permanecem sensíveis. O governo polaco já havia exigido, no passado, quantias que a Alemanha rejeita juridicamente, enquanto a pressão pública segue alta para acelerar as ações de indenização aos vivos.
Entre os desdobramentos, foi confirmado o retorno de bens culturais poloneses retidos na Alemanha e a cooperação para o terreno cultural. Também foi mantida a deliberação sobre questões de fronteira, imigração e cooperação jurídica, sem avanços significativos anunciados neste momento.
A reunião reforçou o alinhamento entre Berlim e Varsóvia na estratégia de conter a influência russa na região. Merz e Tusk destacaram a necessidade de resposta coordenada à guerra na Ucrânia, destacando a importância de um bloco sólido entre as duas nações diante de desafios comuns.
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