O Papa León XIV chegou ao Líbano neste domingo, em seu primeiro viaje, e ficará até terça-feira. A visita tem como foco reforçar mensagens de liberdade, pluralismo e esperança em meio a tensões religiosas no país. O evento ocorre em Beirut e áreas vizinhas, com celebrações oficiais de dois dias.
O Vaticano destaca a convivência entre muçulmanos e a maior comunidade cristã da região, estimada em 32%. A visita enfatiza a pluralidade religiosa como referência para Oriente e Occidente, diante de crises históricas e recentes.
Contexto do país
A jornada também marca uma reflexão sobre décadas de instabilidade, guerra civil e crises econômicas. O Líbano registra inflação, desemprego e desabastecimento, agravados por conflitos regionais e instabilidades políticas.
Itinerário do Papa
Pela manhã, León XIV visitou a tumba de San Charbel, em um monasterio nas montanhas. Em Harissa, contemplou a imagem da Virgem diante do mar. Às 15h, reuniu-se com 15.000 jovens no patriarcado maronita de Bkerké.
Expectativas e testemunhos
O encontro com jovens revelou relatos de esperança entre quem pretende ficar ou ir embora do país. Moderadores destacaram o desejo de paz e de manter a fé como identidade cultural, além do apoio mutuo entre comunidades.
Reflexo social
A audiência reuniu diversas tradições cristãs e muçulmanas, evidenciando o mosaico religioso libanês. Em meio a ruínas urbanas, o Papa reforçou a mensagem de reconciliação e convivência pacífica.
Panorama econômico e migratório
Entre 6 e 15 milhões de libaneses residem no exterior, superando o contingente no país. A diáspora amplia o peso social e econômico do Líbano em escala global, enquanto muitos jovens buscam oportunidades no exterior.
Encerramento
A visita, anunciada como de esperança, ocorre em meio a anos de crises. A expectativa é de que a presença papal fortaleça a convicção de que coexistência é possível e que o país pode seguir buscando estabilidade.
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