O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou ter solicitado ao presidente dos EUA, Donald Trump, a prisão de brasileiros ligados ao crime organizado que atuam na América. A conversa teve duração de 40 minutos e ocorreu em meio a tensões provocadas por sanções brasileiras. O objetivo é ampliar a cooperação de segurança, com foco em inteligência.
Lula afirmou que alertou Trump sobre a infiltração do crime organizado em instituições democráticas e que a parceria deve priorizar ações de inteligência. A expectativa é ampliar o compartilhamento de informações entre os dois países, especialmente na fronteira.
O presidente brasileiro também mencionou ter enviado ao governo americano documentos que detalham operações para sufocar financeiramente o crime organizado. Entre os temas, estariam investigações sobre fraudes no setor de combustíveis e grupos que atuam fora do Brasil.
Segundo o Planalto, Trump mostrou total disposição para cooperar e apoiar iniciativas bilaterais contra organizações criminosas. A conversa ocorreu durante agenda de Lula no Ceará, na terça-feira, dia 2, com continuidade em declarações na imprensa na quarta-feira.
Contexto adicional envolve declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o crime organizado utiliza paraísos fiscais nos EUA para lavar dinheiro. A afirmação ocorreu no contexto de uma operação da Receita Federal sobre sonegação fiscal estimada em mais de 26 bilhões de reais.
Entre os protagonistas, destaca-se o Grupo Refit, apontado como grande devedor de ICMS em São Paulo, com atuação em refinaria e rede de postos de combustíveis de bandeira branca, segundo investigações relacionadas. A divulgação de documentos busca ampliar a cooperação na luta ao crime transnacional.
A sinalização de cooperação reforçada entre Brasil e EUA ocorre em meio a atritos diplomáticos recentes e busca por alinhamento estratégico entre as duas democracias no enfrentamento de organizações criminosas transnacionais. A atuação conjunta permanece em estágio de definição.
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