O Papa León XIV encerrou nesta terça, em Beirute, a sua primeira viagem internacional, após passagem pela Turquia. Em despedida, fez um apelo urgente pela paz: pediu fim dos ataques entre as partes em conflito no Líbano, sem mencionar nomes, mas deixando claro o repúdio à violência e o incentivo à negociação e ao diálogo. Acompanhava o líder religioso uma mensagem de reconciliação e de que o caminho é a paz, não a guerra.
No dia seguinte, o Pontífice visitou o hospital Croix, administrado pelas franciscanas, próximo a Jal el Dib, onde recebeu relatos sobre necessidades assistenciais de pacientes e famílias. Em seguida, deslocou-se ao porto de Beirut, palco da explosão de 2020 que deixou centenas de mortos e feridos, para um ato silencioso próximo aos destroços e às vítimas.
Acompanhando o Papa, o primeiro-ministro libanês Nawaf Salam participou das cerimônias. Durante a passagem pelo porto, o grupo de atingidos entregou ao visitante uma faixa com o nome das vítimas. A visita ocorreu em meio a uma trégua momentânea de tensões entre Israel e Hezbolá, com o governo libanês buscando maior controle sobre grupos armados.
Ao fim da cerimônia de despedida no aeroporto de Beirut, o Papa reforçou a necessidade de novos enfoques no Oriente Médio, enfatizando a rejeição à vingança, a superação de divisões e a promoção de processos de paz com o apoio da comunidade internacional. A viagem deverá ter continuidade com retorno a Roma e uma coletiva de imprensa com a imprensa credenciada, entre eles jornalistas brasileiros.
Antes de retornar à Itália, León XIV manifestou apreço pelas comunidades locais e pela força de uma sociedade que ainda enfrenta os impactos da explosão de 2020. Em seu discurso de despedida, ressaltou a importância de desarmar corações e de avançar para um Líbano unido, onde prevaleça a justiça e a fraternidade, como base de uma paz sustentável. A partida de Beirute está prevista para as próximas horas, com chegada prevista a Roma no fim da tarde.
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