O parlamento alemão aprovou um novo modelo de serviço militar que visa ampliar as Forças Armadas, mantendo sem conscrição imediata. A partir de 1º de janeiro, será obrigatório o rastreio de todos os homens de 18 anos para avaliar aptidão. Se não houver recrutamento suficiente, a ideia é discutir a reintrodução da conscrição.
A mudança ocorre após a suspensão da conscrição em 2011, sob o governo de Angela Merkel, para promover um exército profissional. Hoje, Berlim busca aumentar o contingente de combatentes e reservas, com meta de 460 mil militares no total.
Além do tema militar, milhares de estudantes participaram de protestos em 90 cidades contra a medida. Eles abandonaram as aulas para as marchas, em clima similar a ações climáticas estudantis.
Votação e desdobramentos
O texto foi aprovado por 323 votos a 272, com uma abstenção. Entre os contrários, destacam-se legendas de direita e de esquerda, que contestam o alcance da obrigatoriedade e as implicações para jovens.
Defesas oficiais afirmam que a lei não impõe a obrigação de servir, tampouco prevê envio automático de jovens para missões no exterior. Autoridades ressaltam a necessidade de superar a atual carência de voluntários.
Conforme o ministro da Defesa, Boris Pistorius, a norma representa um passo crucial para a defesa do país, com respaldo de aliados. A parlamentar Siemtje Möller, do SPD, avaliou o debate como necessário para esclarecer dúvidas públicas.
Descontentamentos também surgiram entre opositores que criticam o custo e a eventual coerção de jovens. Partidos de oposição pedem salvaguardas para evitar impactos educacionais e sociais.
A discussão sobre o serviço militar ocorre em meio a outros temas de política social, como propostas de reforma do sistema de pensões, que também impactam jovens e trabalhadores.
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