O presidente sírio Ahmed al-Shara, ex-yihadista convertido em político pragmático, sinaliza a necessidade de pactos com Israel para estabilizar o país e viabilizar a retirada de sanções dos EUA, vinculadas ao regime de Assad. A afirmação surge no contexto de negociações regionais.
Segundo relatos, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou ceticismo e descontentamento com o que descreveu como receptividade de Al-Shara em Washington. A reception ocorreu durante a última visita ao país, segundo a rádio pública.
Pouco depois, Netanyahu deslocou-se à região síria recentemente ocupada por Israel, dirigiu-se às tropas e ressaltou a importância defensiva e ofensiva da presença na área. A fala incluiu um aviso de que a missão pode sofrer alterações a qualquer momento, conforme o cenário regional.
Na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu Al-Shara de forma amistosa na primeira visita de um líder sírio à sede americana, ocorrida no último dia 10. O encontro abriu espaço para diálogo entre as partes.
Desdobramentos
Analistas destacam que a conversa entre Al-Shara e representantes israelenses pode sinalizar maior abertura para acordos regionais, desde que haja garantias de segurança para Israel e progressos atribuídos à contenção de ações militares.
Fontes oficiais ressaltam que Washington mantém o foco em reduzir tensões na região, com atenção às sanções econômicas e aos impactos sobre a população síria. Não houve anúncio de medidas concretas até o momento.
A imprensa local destacou que as negociações ocorrem em meio a uma escalada diplomática, com várias frentes de diálogo entre partes envolvidas. O cenário permanece complexo e sujeito a mudanças rápidas.
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