Ahmed al-Sharaa, atual presidente interino da Síria, chamou Israel de “lutar contra fantasmas” e acusou o país de exportar crises para outros territórios. A declaração foi feita durante uma conferência em Doha, neste fim de semana, em meio a ataques aéreos e incursões israelenses no sul da Síria.
Sharaa reiterou a defesa do acordo de disengajamento de 1974 com Israel, pedindo seu respeito e advertindo que alterações, como a criação de uma zona desmilitarizada, poderiam gerar consequências imprevisíveis. O tema ganhou atenção internacional diante do histórico conflito na região.
Contexto regional e demandas de fronteiras
O governo sírio alega pressões internacionais para retirada de zonas desmilitarizadas e aponta para ações israelenses, incluindo mais de mil ataques aéreos e centenas de incursões desde o início dos conflitos na região. Beit Jinn, bairro na zona rural de Damasco, foi citado como o mais recente episódio de violência atribuída a Israel.
Sharaa informou que negociações com EUA estão ocorrendo, buscando a retirada de Israel aos limites de 8 de dezembro, conforme apoio internacional citado por ele. O líder também mencionou eleições e o papel das instituições no processo de transição.
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