Benin viveu neste domingo uma tentativa de golpe que levou à dissolução de instituições e à mobilização de forças fiéis ao governo para conter a ação. O presidente Patrice Talon afirmou que a situação está sob controle após a atuação das forças de segurança.
Um grupo de militares, que se autodenominou Comitê Militar de Reorganização, anunciou a derrubada do governo e a dissolução das instituições, incluindo o Legislativo e o Poder Judiciário. O episódio aconteceu em meio a um contexto regional de instabilidade.
A Organização para a Cooperação Regional (Ecowas) ordenou o envio imediato de reforços para preservar a ordem constitucional. Tropas do Ghana, Costa do Marfim, Nigéria e Serra Leoa foram mobilizadas para apoiar o governo e a integridade territorial de Benin.
Desdobramentos militares também chegaram a ações aéreas: a Royal Nigerian Air Force informou ataques a alvos no território beninense, em consonância com os mandatos da Ecowas. Não há confirmação oficial sobre os alvos atingidos.
Até o fim de domingo, 14 pessoas haviam sido presas em relação à tentativa de golpe, segundo o governo de Benin. A operação ocorre pouco antes das eleições presidenciais de abril, que marcarão o término do mandato de Talon, em 2016.
Contexto regional
A tentativa de golpe em Benin ocorre num histórico de instabilidade na região, com golpes recentes em Niger, Burkina Faso, Mali, Guiné e Guiné-Bissau, elevando a atenção internacional sobre a defesa da democracia no Sahel e África Ocidental.
Entre na conversa da comunidade