Cerca de 2 mil cristãos ocuparam as ruas de Nova Deli no dia 29 de novembro, reunidos por meio de mais de 200 igrejas, organizações e ativistas. O objetivo foi denunciar o aumento da perseguição religiosa na Índia e pedir proteção legal e respeito às garantias constitucionais de liberdade religiosa.
Entre os relatos apresentados, houve referência a 579 episódios de violência em 2025, com apenas 39 casos registrados às autoridades até setembro. Também foi destacado o caso de uma gestante, Kunika, que perdeu o bebê após agressão durante um momento de oração.
A organização United Christian Forum afirmou que, de 2014 a 2024, houve um crescimento de hostilidade e de violência documentada, e que 93% dos casos não resultam em punição. Os participantes criticaram leis anti-conversão em pelo menos 12 estados e o uso da regulação de recursos estrangeiros (FCRA) contra ONGs cristãs.
Contexto histórico
Dados apresentados indicam que a violência documentada subiu de 139 ocorrências em anos anteriores para 834 em 2024, somando quase 5 mil ataques na década. Entre 2016 e 2020, houve ao menos 21 mortes, incluindo um pastor eletrocutado em Rajasthan, conforme relatos.
Líderes religiosos associam o aumento de intolerância ao governo do Bharatiya Janata Party, de orientação nacionalista hindu. Segundo eles, a maioria dos casos não resulta em punição por falhas policiais e intimidação das vítimas.
Contexto legal e demandas
Os manifestantes destacaram a negativa de sepultamento cristão, especialmente em áreas tribais, onde fiéis foram impedidos de usar cemitérios ou obrigados a exumar familiares. Indígenas convertidos também sofrem pressão para perder o status tribal e benefícios governamentais.
As leis de anti-conversão são citadas como instrumento de criminalização de cultos domésticos, ações sociais e conversões voluntárias. O tema foi acompanhado pelo debate sobre o acesso a financiamento estrangeiro; mais de 20 mil ONGs perderam licenças entre 2019 e 2023, incluindo 1.626 cristãs, segundo o grupo.
Ato público e encaminhamentos
Os participantes pediram o fim da exclusão de dalits cristãos de programas sociais e cotas educacionais. Um manifesto com essas demandas será enviado ao presidente, ao primeiro-ministro e à Suprema Corte, buscando maior proteção a fiéis e instituições cristãs.
Fonte principal: The Christian Post, com dados do United Christian Forum. Fonte adicional descreve a listagem da Índia na LMP 2025 pela Portas Abertas.
Entre na conversa da comunidade