Dois jatos de combate dos EUA realizaram uma patrulha aérea perto do Golfo de Venezuela nesta terça-feira, mantendo-se por cerca de 40 minutos. As aeronaves, F/A-18 Super Hornets, voaram em conjunto próximo ao litoral norte de Maracaibo, a maior cidade venezuelana, no espaço marítimo internacional.
Paralelamente, jatos EA-18G Growler de guerra eletrônica acompanharam a área logo acima do Golfo. A atividade foi monitorada em tempo real por sites de rastreamento de voos, que destacaram o interesse público pelo episódio.
Contexto e reação
A escalada de hostilidades entre Washington e Caracas ocorre em meio a declarações da administração Trump sobre ampliar ações contra narcotraficantes na região. O governo venezuelano reivindica o Golfo de Venezuela como parte de seu território, enquanto os EUA contestam tais limites.
O Departamento de Defesa dos EUA emitiu nota reiterando que opera no espaço internacional de forma rotineira, legal e segura, com o objetivo de monitorar atividades ilícitas e apoiar a estabilidade regional. Não houve indicação de alterações oficiais de política a partir dessa operação.
O caso se insere no debate sobre ações militares contra suspeitos de tráfico de drogas e o uso de termos como inimigos de combate. As autoridades norte-americanas justificam as ações pela luta contra o crime transnacional, enquanto críticos questionam a legalidade e a proporcionalidade dessas operações.
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