O caso ocorreu em Colorado, onde uma mulher grávida, com nove meses de gestação, esteve em uma unidade de obstetrícia de um hospital. Ela estava com um relógio VeriWatch, não removível, que serve para monitoramento ligado ao programa ATD. A paciente temia ser detida durante o parto e houve atrasos no atendimento.
Segundo relato de profissionais de saúde, o relógio não podia ser facilmente removido e não havia protocolo claro para emergências médicas. A equipe chegou a considerar retirar o dispositivo, mas a paciente ficou em pânico com a possibilidade de ICE atuar após a remoção. ICE não compareceu ao hospital no parto.
O VeriWatch é operado pela BI Inc, empresa que gerencia o programa Alternative to Detention (ATD). O objetivo do ATD é permitir que imigrantes aguardem decisões judiciais em casa, sob monitoramento rigoroso, em vez de permanecerem em detenção. O monitoramento pode incluir relógio, tornozeleira e verificações presenciais.
Muitos imigrantes no ATD relatam dificuldades com os dispositivos, incluindo desconforto físico e estigmas. Em Colorado, dois outros casos de gestantes com relógios de monitoramento foram mencionados por profissionais de saúde, que destacam dilemas entre saúde da mãe e cumprimento da vigilância.
Memorandos de junho de 2025 sinalizam que o relógio VeriWatch é não removível e que não há protocolo definido para medidas médicas emergenciais. A ausência de diretrizes claras é apontada por trabalhadores de saúde como fator de atraso no atendimento e de insegurança para pacientes em parto.
O ATD é operado pela BI Inc, ligada ao grupo Geo Group, e desde 2004 mantém contrato exclusivo com o DHS para gerenciar a vigilância de imigrantes. A empresa também oferece tornozeleiras e aplicativos de reconhecimento facial para monitoramento. ICE não comentou o caso específico.
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