Diante do cenário de negociações sobre a paz na Ucrânia, surgem propostas para um pacote que combine garantias de segurança com apoio econômico. A ideia central é manter a integridade territorial ucraniana, com salvaguardas internacionais, enquanto se busca integração do país à União Europeia e grandes investimentos ocidentais.
As conversas envolvem autoridades americanas, ucranianas e europeias. O objetivo é combinar garantias de segurança semelhantes ao Artigo 5 da OTAN, com assinatura e ratificação em fontes internacionais, além de apoios econômicos para reconstrução e desenvolvimento.
Há ainda discussões sobre a adesão da Ucrânia à UE até 2027, com pressões para acelerar a participação, enfrentando resistência de alguns Estados-mostras da União. Medidas de combate à corrupção em empresas estatais são citadas como condição para o ingresso.
Propostas de segurança e formato do acordo
A proposta prevê garantias de segurança vinculadas, que protejam a Ucrânia de violação russa. A ideia é que os EUA assinem esse tipo de garantia, com ratificação do Congresso, e que países europeus também ofereçam garantias próprias. Um grupo de trabalho EUA-Ucrânia analisa mecanismos de resposta rápida.
A militarização fica no centro do debate: há sugestões de ampliar o tamanho do exército para até 800 mil, sem fixar um teto constitucional, com apoios como a guarda nacional. Também se discute a criação de uma zona desmilitarizada ao longo da linha de cessar-fogo, com uma área mais restrita para armas pesadas.
Finanças e reconstrução
A pauta econômica envolve fundos provenientes de ativos russos congelados na Europa, com propostas para liberar parte deles para reparações e para o fundo de reconstrução da Ucrânia. Além disso, fala-se de iniciativas de investimento, incluindo o envolvimento de grandes instituições e fundos internacionais para estimular a recuperação.
Outra peça em análise é a criação de um mecanismo de investimento que atraia recursos, como um fundo de desenvolvimento liderado por grandes empresas, com participação de organizações multilaterais. O objetivo é combinar apoio financeiro com reformas econômicas estruturais para a futura integração europeia.
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