O governo da Alemanha anunciou, sob a ala conservadora, o encerramento de dois programas de reassentamento para afegãos especialmente ameaçados, incluindo funcionários locais que trabalharam para o exército ou governo alemão. Cerca de 640 afegãos no Paquistão que aguardavam reassentamento não serão mais acolhidos.
Até abril de 2025, antes da mudança, o governo anterior, de orientação centro‑esquerda, havia remanejado cerca de 4.000 funcionários locais e 15.000 familiares para a Alemanha. A nova administração ofereceu dinheiro para renunciar ao reassentamento, tentando fechar o fluxo.
Contexto sobre o impasse e prazos
O Ministério do Interior informou que, nos próximos dias, será anunciado o fim do interesse político em admiti-los. Organizações de direitos humanos criticaram a decisão, afirmando que muitos correm risco de perseguição ou violência se retornarem.
Impacto entre os afetados e a reação
Cerca de 1.800 afegãos já aprovados para relocação permanecem parados no Paquistão há meses. Apenas 90 dos 220 funcionários locais continuam elegíveis, sob uma promessa vinculante, segundo o ministério.
Reações de ONGs e especialistas
Mais de 250 ONGs, incluindo Amnistia Internacional e Human Rights Watch, assinaram uma carta cobrando a evacuação de todos os 1.800. As organizações ressaltam que o grupo é composto majoritariamente por mulheres e crianças.
Contexto político e jurídico
O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, lidera medidas mais rígidas de controle de imigração. A pasta sustenta que apenas casos com promessa legalmente vinculante devem permanecer elegíveis, em linha com a nova postura governamental.
Desdobramentos e próximos passos
A situação deixa dezenas de afegãos em situação de vulnerabilidade. A expectativa é de anúncios oficiais sobre o andamento dos casos e eventuais caminhos legais remanescentes nas próximas semanas. As autoridades não divulgaram novos prazos para decisão final.
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