Treze militares nigerianos permanecem retidos dias após o pouso forçado de um avião de carga C-130 em Bobo-Doulasso, no sudoeste de Burkina Faso. As autoridades burquinenses afirmaram que os militares foram liberados e teriam autorização para retornar à Nigéria, mas a sequência de informações gerou dúvidas. A embaixada nigeriana em Ouagadougou tem atuado para assegurar a libertação, sem confirmação oficial.
O episódio ocorreu após a aeronave de transporte da Força Aérea Nigeriana desviar de rota durante a viagem de Lagos a Portugal, segundo relatos da imprensa. Em Lusco, Burkina Faso, o pouso foi classificado como ato desrespeitoso por parte do país, enquanto a Força Aérea Nigeriana informou ter seguido procedimentos de segurança padrão. As autoridades burquinenses disseram que o tratamento aos viajantes foi cortês e que não houve hostilidade.
Especialistas apontam que o caso se insere no contexto de tensões regionais envolvendo o trio AES, formado por Burkina Faso, Mali e Níger, que se desligou da ECOWAS em janeiro. Nos últimos dias, a Nigéria tem atuado para conter desdobramentos diplomáticos relacionados a golpes regionais, incluindo ações próximas aos países fronteiriços. A situação permanece sem resolução oficial anunciada por Abuja.
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