Entre 1960 e 1991, a Groenlândia foi alvo de uma campanha de contracepção forçada, que afetou milhares de mulheres e adolescentes. O governo dinamarquês informou que buscaram reduzir a taxa de natalidade no território, causando sequelas físicas e psicológicas.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, pediu desculpas em Nuuk, capital da Groenlândia, pela prática. A divulgação ocorreu no fim de setembro, com o compromisso de reparar as vítimas e pessoas discriminadas por origem.
O governo Dinamarquês anunciou que as vítimas poderão receber uma indenização de 47 mil dólares (aproximadamente 256 mil reais). O programa terá regras de comprovação para acesso ao benefício.
Para receber o pagamento, as vítimas devem apresentar um relato verossímil acompanhado de uma declaração juramentada, atestando terem sido submetidas a anticoncepção sem consentimento ou de forma escondida.
Detalhes do programa de indenização
O programa entrará em vigor em 1º de junho de 2026 e será regulamentado por normas específicas. As informações oficiais destacam a importância de um processo claro e verificável para o possível ressarcimento.
A ministra da Saúde da Dinamarca, Sophie Løhde, afirmou que a campanha deixou consequências físicas e psicológicas duradouras e que o tema continua influenciando a percepção sobre o país. As autoridades enfatizam a necessidade de reconhecimento e reparação.
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