Os confrontos na fronteira entre Tailândia e Camboja intensificaram-se, deixando ao menos 15 mortos e mais de 500 mil deslocados. Bombardeios, tanques e drones voltaram a operar em pontos ao longo dos 800 km da linha de demarcação histórica, segundo autoridades.
Mais de 400 mil civis foram evacuados para abrigos na Tailândia, e outras 101 mil pessoas buscaram refúgio no Camboja, com templos, escolas e casas de parenteso servindo de abrigo. Juridicamente, as disputas envolvem templos históricos e a seara colonial da fronteira.
A vila de Sa Kaeo, na Tailândia, viveu toque de recolher imposto pelo governo local das 19h às 5h, com restrições que se estendem a áreas próximas ao conflito. Em Camboja, autoridades reportaram evacuações adicionais para locais seguros.
A escalada também atingiu Ta Krabey, templo considerado sagrado pela Camboja, segundo informações do ministério da defesa. Fontes citadas apontam que caças, artilharia e ataques aéreos ocorreram em várias áreas do território fronteiriço.
Trump afirmou que planeja ligar para os líderes da Tailândia e do Camboja na quinta-feira para tentar conter o combate. O pedido ocorre após intervenções anteriores da ASEAN, com mediação de EUA, China e outros países.
O conflito já se estendeu a cinco províncias em ambos os países. Enquanto tropas trocam acusações sobre quem iniciou os confrontos, autoridades destacam a necessidade de segurança para civis e de uma solução negociada, quando as condições forem adequadas.
Contexto e próximos passos
- O papel de terceiros na mediação permanece sob avaliação de Bangkok e Phnom Penh, com sinais de que qualquer diálogo depende de condições de confiança entre as partes.
- Os deslocados relatam perdas de bens e serviços básicos, incluindo remédios, problemas de saúde e dificuldades de deslocamento contínuo.
- A situação aumenta a pressão regional por uma trégua estável e por mecanismos que reduzam riscos para civis e patrimônios históricos da fronteira.
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