A Guarda Nacional Bolivariana (GNB) da Venezuela cometeu violações graves de direitos humanos ao longo de mais de uma década, com possível conexão a crimes contra a humanidade, aponta uma missão da ONU.
Na avaliação apresentada nesta quinta-feira, 11, a GNB participou de detenções arbitrárias, torturas e violência sexual durante a repressão a protestos e à oposição política desde 2014, sob o governo de Nicolás Maduro.
O relatório sustenta que as vítimas eram selecionadas por serem vistas como opositoras ao regime. A missão descreve um padrão de repressão sistemática e coordenada que perdura há mais de dez anos.
Além disso, o documento aponta a “perseguição política” associada a operações como Toc-Toc 2024, com batidas em residências de críticos, principalmente em bairros pobres, e com participação de oficiais ligados ao aparato estatal.
Contexto e implicações
A análise ressalta que a repressão ganhou centralização sob o comando presidencial e das Forças Armadas Bolivarianas, expandindo as ações de controle social. A ONU aponta ainda registros de violência sexual em centros de detenção e de torturas durante prisões.
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