O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira 11 ter sido claro com o presidente Donald Trump sobre não desejar uma guerra na América Latina. O telefonema de 40 minutos ocorreu no dia 2, em meio a ações militares dos EUA no Caribe voltadas ao combate ao narcotráfico. Não houve menção à Venezuela nos comunicados oficiais.
Segundo Lula, ele defendeu que a diplomacia seja usada para resolver conflitos e criticou o unilateralismo. O relato do presidente brasileiro sugere abertura para cooperação no enfrentamento ao crime, sem indicar alianças para ações militares na região.
Segundo o jornal O Globo, houve recente contato entre Lula e o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em tom considerado amistoso. Maduro afirma que a operação busca derrubar o governo venezuelano, quadro que se agravou após Lula não endossar a reeleição de Maduro em 2024.
Contato entre líderes e consequências regionais
A imprensa aponta que o diálogo com Maduro ocorreu na semana passada, sem anúncio oficial da Presidência brasileira. O Globo diz que Lula expressou preocupação com o aumento do destacamento militar dos EUA no Caribe e reiterou disposição de colaborar.
A relação Brasil-Venezuela deteriorou-se em 2024, com a discordância de Brasília sobre a legitimidade da reeleição de Maduro. O episódio amplia o cenário de tensão regional, sem confirmação de novas medidas oficiais por parte de Lula ou do governo venezuelano.
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